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Andradina/SP
22 Setembro 2018
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03.06.2016
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Wilson Paganelli

Wilson Paganelli

Advogado e Professor em Castilho/SP

MOMENTO DE REFLEXÃO.

Caro leitor, adorável leitora, questionamentos! Indagamos: quem não foi questionado durante a vida? É próprio do ser humano. A vida é feita de altos e baixos. A postura inteligente é saber discernir cada um desses aspectos e enfrentá-los racionalmente, ou seja, não nos assoberbar nos momentos bons da vida, em que estamos em alta; nem nos deixarmos abater nos ruins, quando estamos em baixa. Aliás, este último deve sim servir de lição para o futuro. Cada um de nós possui seu estilo de vida. Particularmente, nós não damos muita relevância ao “ter”. Sem que sejamos minimalista, procuramos não  deixar que a vida nos apequene. Vida banal, superficial, fútil, inútil, sem vibração pela própria existência é algo que tentamos sempre evitar. Nem sempre é possível, mas, ao menos, tentamos. Já diz o ditado que a vida é curta, e os poetas que devemos vivê-la o mais intensamente possível, aproveitarmos cada minuto que ela nos oferece. A mineirice da família, por parte de mãe, proporcionou-nos muitas lições de vida. Uma delas – da qual não nos esquecemos – é que, na vida, o importante não é o comprimento, mas a largura.  Por isso, banal, fútil, inútil são adjetivos que tornam nossa vida estreita. Daí nos negarmos a ser adepto do consumismo, embora sejamos empurrado para ele.  Talvez nosso modo de pensar possa balançar os alicerces dos caracteres humanos, mas somos assim. Consumismo é tolice e aparência. Há valores mais elevados que a simples novidade tão passageira. Ninguém mata a fome lambendo a foto de uma pizza num cartaz de pizzaria. Sem intenção de exaltar um carro ou denegri-lo, mas para que o ser humano necessita de um Aston Martin de U$3.900.000 para se locomover, se um Tata Nano indiano de R$5.200,00, o carro mais barato do mundo, realiza a mesma façanha – transportar-nos de um lugar para outro? Tola em dobro é a pessoa que, como dizia Janio Quadros, se autodefine como movida por forças terríveis e ocultas, quando se trata de consumismo. Uma, por fazer o que não necessitaria; dois, por acreditar que faz sem querer. É como encaramos, por exemplo, as redes sociais. A banalização nelas é tão visível que nos mete medo. Não que elas se consubstanciem em altos graus de superficialidade e não prestem! Nós é que as tornamos superficiais com nossos atos. O menos importante é mostrar o que a pessoa está fazendo; mais importante é  que as outras pessoas saibam o que ela está fazendo, não é assim? Fora os repasses de noticias sem fundamento algum. A verdade, senhores – e podemos estar errado – é que vivemos o mal do apressamento. Já dizem filósofos modernos que há diferença entre velocidade e apressamento. Devemos exigir velocidade nos atos de nossa vida: uma justiça veloz, mas não apressada; queremos um atendimento médico no SUS veloz, mas não uma consulta apressada. Dessa ótica, é difícil acreditar que um alimento feito em 3 minutos é alimento saudável e bem elaborado. Por isso - e entendemos assim – na atribulação dessa vida, devemos valorizar “amigos”, ou seja, àqueles com quem temos relacionamento de afetividade, de reciprocidade, de intimidade, de respeito, de consideração. Esses são os “amigos”. Os demais, são “conhecidos” ou “colegas”. Os valores morais estão em baixa. Melhor solução – valorizarmos nossa família e nossos “amigos”. Assim a vida, em vez de se apequenar, agiganta-se; em vez de se estreitar, alarga-se. Mesmo curta, torna-se fértil para nós e nós, merecedores de nossa existência. Agradeçamos a Deus o que somos e o que temos, mas, principalmente, por  nos proporcionar existência útil. 

 

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