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Andradina/SP
19 Outubro 2018
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03.06.2016
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Wilson Paganelli

Wilson Paganelli

Advogado e Professor em Castilho/SP

TCHAU, RÚSSIA.

Caro leitor, estimada leitora, se o assunto é a eliminação do Brasil na Copa da Rússia, vamos aos pitacos. Até poucos dias, a crônica esportiva brasileira tinha o Tite como grande treinador, um dos melhores do mundo. Eliminado o Brasil, pela boa e organizada seleção belga, o treinador já perdeu o status de maioral. Escalou mal, substituiu mal, apadrinhou jogadores e vai por aí. Futebol  hoje é coletivo. Acabou aquele negócio de um jogador ser o salvador da pátria. Messi, pela Argentina, CR7 por Portugal, Neymar, pelo Brasil, Suarez e Cavani, pelo Uruguai, James Rodriguez pela Colômbia, provaram isso. O que necessitamos – e muito – é mudança de mentalidade. E não só no Brasil, mas na América. Seleções europeias, nesta Copa, provaram que o coletivo é a essência. A Bélgica tem craques – Hazard, Lukaku, De Bruyne, Courtois – tanto quanto nós temos. E tem pernas de pau, como nós também temos. Só que o todo é organizado. Possui padrão. É coletivo. E isso eles alcançaram por meio de planejamento a médio e longo prazo. Vide a Suécia, que renovou sua seleção (deixou Ibra de lado!); vide a França, com sua renovação, vide a Inglaterra... e todas elas com planejamento que priorizou o coletivo. Suas federações possuem dirigentes com mentalidade aberta e não há a velha mentalidade dos países das Américas, principalmente do Sul, em que corre solta a corrupção.  A CBF possui seus recentes ex-presidentes presos ou sob investigação. Hoje, é um coronel que dirige a entidade e teve atitude reprovável, votando contrário em evento da FIFA, quando havia bloco fechado para trazer a Copa para os Estados Unidos. Votou sozinho, dentre os dirigentes das Américas, no Marrocos. Por que será, hem? Por isso, é hora de renovação. A começar pela CBF. Depois, planejamento. Não terminamos a Copa como terra arrasada, tal qual 2014. Que permaneça o Tite, como treinador. Mas que se estabeleça comportamento igualitário para o futebol brasileiro, com a colaboração dos clubes, a começar pelas bases. Na Bélgica, embora não tenha a dimensão continental que temos, houve um sistema implantado – 3-4-3 com variação para 3-5-2 e todos os clubes adotaram esse sistema. As seleções, desde as de base, só jogam nesse sistema. Os jogadores estão acostumados a jogar assim. Os que vêm de fora são obrigados a se adaptarem ou não são convocados. Tite fala em plano B, que é variação do sistema. Só que não funcionou contra a Bélgica, no momento em que mais precisamos. E a Bélgica, assim, expôs nossas vísceras, cada defeito, e nos mandou para casa. Quando precisamos do coletivo, da calma, da maturidade, porque saímos atrás no marcador (e tomando gol de bola parada, como sempre), falhamos. Fomos a seleção que mais chutou em gol (103, salvo  engano)– beleza! Só que fizemos 8 gols. E o nosso 9, nenhum. É preciso dar continuidade, com mais organização e planejamento. Será que ocorrerá? Aguardemos os próximos capítulos. Qatar nos espera. 

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