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Entrevistas
Em 14.03.2014 às 10h57 por Ollair Nogueira

Profissionais da saúde realizam palestra sobre depressão com pacientes da UBS Vila Mineira

foto: Ollair Nogueira - O público alvo foi a mulher, que, segundo a enfermeira Carla Back, é uma das mais atingidas com o problema

Com o objetivo de alertar a população sobre a gravidade da depressão, profissionais da área de saúde realizaram na manhã desta terça-feira (11), na sala de reuniões da Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Mineira, palestra sobre o tema. O público alvo foi a mulher, que, segundo a enfermeira Carla Back, é uma das mais atingidas com o problema. Ela contou que a equipe da UBS tem uma clientela de pouco mais de 3.600 pessoas no bairro e que durante visitas domésticas notou que a depressão tem acometido esse grupo especifico, ou seja, mulheres.

 

DEPRESSÃO

A depressão é uma doença que não aparece na pele, não dá pra ver que alguém está com ela. Pode aparecer depois de algum fato inesperado, como mortes, separações, traumas, ou também pode começar de uma hora para outra, sem explicação. Por isso, dois médicos convidados para o evento, Natália Tartalione (psicóloga) e Rodrigo Lúicio (Saúde da Família), ministraram palestras para os presentes.

 

A DOENÇA

“A doença aparece mais em mulheres e geralmente atinge pessoas com idade entre 25 e 50 anos. Os números são alarmantes. Segundo especialistas, 20% da população vai ter depressão um dia. No mundo, ela é a quarta doença que mais afasta pessoas do trabalho e, se continuar evoluindo assim, em 15 anos, será a primeira”, explicou Carla.

Para os médicos, a depressão uma doença perigosa. "Muitos pacientes com depressão relatam mais do que uma tristeza: a ausência de sentimentos. Isso, junto com outros sinais - como alterações de peso, de apetite, de sono, com a pessoa se isolando mais, ficando mais negativa - de uma forma consistente, por mais de duas semanas caracteriza alguém com depressão”, explicam.

Mas para os especialistas, há cura. Eles consideram que a postura do paciente ajuda na melhoria. "Hoje nós consideramos que o tratamento deve ser biológico, psicológico e social. Dentro dos tratamentos que nós utilizamos, existem recursos de terapia, que ajudam o paciente a tentar mudar o seu estilo negativo de pensamento. Tem tratamentos biológicos, que consistem em medicamentos, mas também nós temos uma linha de pesquisa muito forte, com exercício, com mudança de vida, estilo de vida, até alimentação, que influenciam a depressão”, ressaltaram os palestrantes.

 

DEPRESSIVOS

Há oito anos, F., de 40 anos, descobriu que a tristeza, a ansiedade e o mau humor, que vinham desde a adolescência, eram sintomas da depressão. E ressalta: um dos piores problemas da doença é o preconceito.

“Se eu pudesse sair daqui e ir direto para minha cama eu iria. Achar que você não sai dessa porque você não quer, porque você não tem força de vontade, que se você quiser você sai sim, ‘para com esses remédios’, ‘abandona tudo’. Como se fosse fácil, eu tenho, tanto na minha casa, quanto no trabalho, pessoas que acham que eu não saio dessa porque eu não quero”, conta.

Outra mulher, de 38 anos, se diz curada da depressão. Há um ano ela leva uma vida normal, sem crises, mas precisou de 10 anos de tratamento para conseguir se livrar da doença. Segundo ela, o principal é aceitar que está doente e que precisa de ajuda médica.

"Você pensa que não é depressão. É qualquer coisa, você se isola, você não quer acreditar que você está depressivo, mas os seus familiares, as pessoas que estão ao seu redor, percebem e aí você vai ao médico. Mas é difícil aceitar, é muito difícil”, explica.

O marido dela conta que acabou sofrendo junto durante a doença e acredita que nos piores momentos, o apoio em casa é fundamental para a cura.

"Em alguns momentos de extremo cansaço de acompanhamento da doença no caso dela, então a gente pensa, será que é a situação é tão ruim assim!? Porque ela tem um vida tranquila, a gente tem uma vida bem sustentável, sossegada, mas a gente analisa a situação e vê que a pessoa não quer estar desse jeito, sofre muito”, conta.

Durante as palestras, os participantes participaram de dinâmicas de grupo, ganharam presentes dos palestrantes e agentes comunitários de saúde, além de participarem de um café da manhã. Houve também o chamado ‘momento da beleza’ onde as participantes foram maquiadas por representantes de uma marca de produtos de beleza.

Coordenaram o evento: Ângela Maria Lacerda Disque, Elaine Cristina Barbosa de Brito, Julia Chagas Soares, Márcia Maria Martins, Miriam Lacerda, Samanda Rudalov de Oliveira, Tânia da Silva Oliveira, Vera Lúcia Ferreira Martinenko, sob supervisão da enfermeira Carla Back. O projeto apresentado pelas agentes e que foi aplicado aos pacientes em forma de palestras levou o nome de ‘Xô Depressão!’.



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